“Me sinto uma heroína”, diz trabalhadora da limpeza urbana de Belém no Dia do Gari

Colaboradores da Ciclus Amazônia são fundamentais para manter os espaços públicos transitáveis e seguros

Belém (PA), maio de 2025 – No dia 16 de maio, quando se comemora o Dia do Gari, a história de Dayne Mafra ganha ainda mais força. Aos 28 anos, ela afirma se sentir uma heroína todas as vezes que vê a Praça da República limpa, local onde trabalha diariamente. “Quando e​u passo em um lugar que está sujo e, quando eu volto e vi que eu limpei, eu me sinto uma heroína e vejo a diferença que eu faço no dia a dia”, conta, com orgulho.

Dayne é gari na Ciclus Amazônia, empresa responsável pela gestão de resíduos sólidos da capital paraense, que aproveita a data para prestar uma homenagem pública aos profissionais que fazem da limpeza urbana uma missão diária. Sob sol forte ou chuva intensa, enquanto a maioria da população ainda dorme ou já encerrou o expediente, os garis estão nas ruas de Belém, garantindo o bem-estar e a saúde coletiva.
“Minha rotina de trabalho é como a de qualquer outro trabalhador. Eu começo às sete horas e largo às quatro horas da tarde. Eu varro, coleto e levo o lixo para que outra equipe venha e possa recolher aquele lixo, dando uma destinação correta para ele”, explica Dayne. E completa: “Me sinto grata por ter pessoas que falam comigo, me dão bom dia. Ser gari em Belém é saber que você está fazendo um trabalho que ajuda a melhorar a cidade”, defende.

Dayne comenta sobre o reconhecimento que recebe nas ruas. “Tem pessoas que chegam com a gente lá na praça e falam: ‘Pessoal, o trabalho de vocês está excelente. Estou gostando de ver’. Isso é muito gratificante”, afirma a colaboradora da Ciclus Amazônia, ao deixar um pedido às pessoas: “Diga não ao lixo no chão!”.

Apesar do sentimento de gratidão, Dayne também fala sobre o preconceito que a categoria enfrenta. “Tem pessoas que não valorizam a gente. Que acham que, por a gente trabalhar na rua com lixo, também somos lixo. O nosso trabalho é digno e honesto, como todos os outros”, afirma.

“Nunca me imaginei atuar como gari, porque eu sou bombeira civil e professora de jiu-jitsu, mas foi uma experiência muito boa que aconteceu na minha vida”, diz Dayne. “Me sinto em um trabalho excelente, e que eu gosto, porque as pessoas chegam e falam comigo e me elogiam, reconhecendo o que estou fazendo”, declara.

Trabalhadores mantêm a cidade viva

Essa dignidade é reforçada pelo gerente geral de Operações da Ciclus Amazônia, Teodoro Rodrigues. “O gari é a base de tudo. São eles que executam, que enfrentam o dia a dia nas ruas. Eles não apenas limpam; eles mantêm a cidade viva, funcional. São essenciais”, assegura.

Com a coleta funcionando em regime 24 horas, a limpeza urbana exige planejamento, logística e, acima de tudo, o comprometimento das equipes. “O gari está no centro de todo esse sistema de gestão de resíduos sólidos, e reconhecer o seu papel é fundamental diante do tamanho da contribuição que oferecem à cidade”, reforça Teodoro.

Mais do que equipamentos, é a força humana que move a limpeza urbana. Por isso, a Ciclus Amazônia investe em programas de alfabetização, desenvolvimento, segurança e valorização dos colaboradores. “Nosso papel como empresa é criar as melhores condições possíveis para que esses profissionais exerçam seu trabalho com dignidade, segurança e respeito”, afirma Bruno Muehlbauer, diretor-presidente de Resíduos da Ciclus Ambiental.

O reconhecimento, como lembra Bruno, é essencial. “O Dia do Gari é mais do que uma data simbólica. É um momento de lembrar que, enquanto a cidade descansa, há mãos que varrem, recolhem, higienizam e transformam. Nosso mais profundo respeito e gratidão. O trabalho de vocês promove mudanças na cidade todos os dias”, finaliza Muehlbauer.

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